domingo, 5 de setembro de 2010

Paciência

Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
A vida não para...

Enquanto o tempo
Acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora
Vou na valsa
A vida é tão rara...

Enquanto todo mundo
Espera a cura do mal
E a loucura finge
Que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência...

O mundo vai girando
Cada vez mais veloz
A gente espera do mundo
E o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência...

Será que é tempo
Que lhe falta para perceber?
Será que temos esse tempo
Para perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara
Tão rara...

Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Mesmo quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não para
A vida não para não...

Será que é tempo
Que lhe falta para perceber?
Será que temos esse tempo
Para perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara
Tão rara...

Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
Eu sei, a vida é tão rara
A vida é tão rara...

A vida é tão rara...

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

The weekend *-*

De uns tempos pra cá a minha vida tem andado meio cambaleante. É tribulação pra cá, tribulação pra lá, saudade da família, ansiedade pra acabar logo tudo isso, e assim vamos vivendo. ^^

Mas olhando pra trás e vendo tanto post de desabafo, tantas queixas, murmurações /que se eu fosse falar pra alguém do meu mundo real a pessoa certamente ficaria de saco cheio de mim, hoje eu vim falar de coisa boa.

Tive um fim de semana, em termos, muito bom. Digo em termos porque devido a algumas influências externas infelizmente eu não consegui me entregar totalmente na maior parte do tempo, sem contar que o dia de ontem foi bastante cansativo, cheguei bem tarde em casa, não tinha nada pra comer [e eu não tinha comprado nada mais cedo], fui dormir com fome, aquela coisa clássica de estudante. Nada muito fora da normalidade.

Mas o dia de hoje foi, à excessão dos momentos em que eu me pegava pensando nas pendências que deixei aqui fora, muito bom. Ainda não tinha caído a ficha que, apesar de todas as dificuldades, Deus quer me fazer instrumento da Sua graça. E também não tinha ainda recaído sobre os meus ombros o peso dessa responsabilidade.

Acho que tudo isso aconteceu, finalmente, hoje. Claro que eu tive meus momentos pessoais com Deus, de renúncia, de entrega, e que eu espero levar adiante – acho até que por isso estou escrevendo aqui, pra vir lembrar disso em algum momento de vacilo.

É reconfortante saber que mesmo no alto das nossas imperfeiçoes podemos servir como instrumento para auxiliar outra pessoa que precisa de nós, que precisa de Deus, que precisa ser resgatada na fé. E mais do que isso: que aprendemos – e muito! – com essas pessoas, com essas vidas que com a graça de Deus veremos transformadas nos próximos meses.



/daqui há algum tempo eu conto com mais detalhes tudo, tá bom? ^^

domingo, 22 de agosto de 2010

Confesso


Confesso - Ana Carolina

Confesso acordei achando tudo indiferente
Verdade acabei sentindo cada dia igual
Quem sabe isso passa sendo eu tão inconstante
Quem sabe o amor tenha chegado ao final

Não vou dizer que tudo é banalidade
Ainda há surpresas mas eu sempre quero mais
É mesmo exagero ou vaidade
Eu não te dou sossego, eu não me deixo em paz

Não vou pedir a porta aberta é como olhar pra trás
Não vou mentir nem tudo que falei eu sou capaz
Não vou roubar teu tempo eu já roubei demais

Tanta coisa foi acumulando em nossa vida
Eu fui sentindo falta de um vão pra me esconder
Aos poucos fui ficando mesmo sem saída
Perder o vazio é empobrecer

Não vou querer ser o dono da verdade
Também tenho saudade mas já são quatro e tal
Talvez eu passe um tempo longe da cidade
Quem sabe eu volte cedo ou não volte mais

Não vou pedir a porta aberta é como olhar pra trás
Não vou mentir nem tudo que falei eu sou capaz
Não vou roubar teu tempo eu já roubei demais

Não vou querer ser o dono da verdade
Também tenho saudade mas já são quatro e tal
Talvez eu passe um tempo longe da cidade
Quem sabe eu volte cedo ou não volte mais


*me deu vontade dessa música*


/eu ainda passarei por aqui essa semana, pra contar como foi o retiro [que por sinal eu já deveria estar dormindo pro meu dia longo de amanhã!] y otras cositas más.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Um casamento centrado em Cristo é um casamento que dura uma vida toda.

O texto abaixo foi postado por uma conhecida na comunidade em que eu participo e eu achei muito lindo e verdadeiro. Num mundo onde estamos acostumados a ver traições como coisas normais, facilmente vinculadas na mídia, a ver as amantes sendo vistas como coitadinhas enquanto as esposas são vilãs que afogam o casamento na rotina e não merecem respeito, esse texto soa como um aprendizado pra quem ler. Então vou partilhar.


************************************************************************************


O Casamento


"Naquela noite, enquanto minha esposa servia o jantar, eu segurei sua mão e disse: "Tenho algo importante para te dizer". Ela se sentou e jantou sem dizer uma palavra. Pude ver sofrimento em seus olhos.

De repente, eu também fiquei sem palavras. No entanto, eu tinha que dizer a ela o que estava pensando. Eu queria o divórcio. E abordei o assunto calmamente.

Ela não parecia irritada pelas minhas palavras e simplesmente perguntou em voz baixa: "Por quê?"

Eu evitei respondê-la, o que a deixou muito brava. Ela jogou os talheres longe e gritou "você não é homem!" Naquela noite, nós não conversamos mais. Pude ouví-la chorando. Eu sabia que ela queria um motivo para o fim do nosso casamento. Mas eu não tinha uma resposta satisfatória para esta pergunta. O meu coração não pertencia a ela mais e sim a Jane. Eu simplesmente não a amava mais, sentia pena dela.

Me sentindo muito culpado, rascunhei um acordo de divórcio, deixando para ela a casa, nosso carro e 30% das ações da minha empresa.

Ela tomou o papel da minha mão e o rasgou violentamente. A mulher com quem vivi pelos últimos 10 anos se tornou uma estranha para mim. Eu fiquei com dó deste desperdício de tempo e energia, mas eu não voltaria atrás do que disse, pois amava a Jane profundamente. Finalmente ela começou a chorar alto na minha frente, o que já era esperado. Eu me senti libertado enquanto ela chorava. A minha obsessão por divórcio nas últimas semanas finalmente se materializava e o fim estava mais perto agora.

No dia seguinte, eu cheguei em casa tarde e a encontrei sentada na mesa escrevendo. Eu não jantei, fui direto para a cama e dormi imediatamente, pois estava cansado depois de ter passado o dia com a Jane.

Quando acordei no meio da noite, ela ainda estava sentada à mesa, escrevendo. Eu a ignorei e voltei a dormir.

Na manhã seguinte, ela me apresentou suas condições: ela não queria nada meu, mas pedia um mês de prazo para conceder o divórcio. Ela pediu que durante os próximos 30 dias a gente tentasse viver juntos de forma mais natural possivel. As suas razões eram simples: o nosso filho faria seus exames no próximo mês e precisava de um ambiente propício para prepar-se bem, sem os problemas de ter que lidar com o rompimento de seus pais.

Isso me pareceu razoável, mas ela acrescentou algo mais. Ela me lembrou do momento em que eu a carreguei para dentro da nossa casa no dia em que nos casamos e me pediu que durante os próximos 30 dias eu a carregasse para fora da casa todas as manhãs. Eu então percebi que ela estava completamente louca mas aceitei sua proposta para não tornar meus próximos dias ainda mais intoleráveis.

Eu contei para a Jane sobre o pedido da minha esposa e ela riu muito e achou a idéia totalmente absurda. "Ela pensa que impondo condições assim vai mudar alguma coisa; melhor ela encarar a situação e aceitar o divórcio" ,disse Jane em tom de gozação.

Minha esposa e eu não tínhamos nenhum contato físico havia muito tempo, então quando eu a carreguei para fora da casa no primeiro dia, foi totalmente estranho. Nosso filho nos aplaudiu dizendo "O papai está carregando a mamãe no colo!" Suas palavras me causaram constrangimento. Do quarto para a sala, da sala para a porta de entrada da casa, eu devo ter caminhado uns 10 metros carregando minha esposa no colo. Ela fechou os olhos e disse baixinho "Não conte para o nosso filho sobre o divórcio" Eu balancei a cabeça mesmo discordando e então a coloquei no chão assim que atravessamos a porta de entrada da casa. Ela foi pegar o ônibus para o trabalho e eu dirigi para o escritório.

No segundo dia, foi mais fácil para nós dois. Ela se apoiou no meu peito, eu senti o cheiro do perfume que ela usava. Eu então percebi que há muito tempo não prestava atenção a essa mulher. Ela certamente tinha envelhecido nestes últimos 10 anos, havia rugas no seu rosto, seu cabelo estava ficando fino e grisalho. O nosso casamento teve muito impacto nela. Por uns segundos, cheguei a pensar no que havia feito para ela estar neste estado.

No quarto dia, quando eu a levantei, senti uma certa intimidade maior com o corpo dela. Esta mulher havia dedicado 10 anos da vida dela a mim.

No quinto dia, a mesma coisa. Eu não disse nada a Jane, mas ficava a cada dia mais fácil carregá-la do nosso quarto à porta da casa. Talvez meus músculos estejam mais firmes com o exercício, pensei.

Certa manhã, ela estava tentando escolher um vestido. Ela experimentou uma série deles mas não conseguia achar um que servisse. Com um suspiro, ela disse "Todos os meus vestidos estão grandes para mim". Eu então percebi que ela realmente havia emagrecido bastante, daí a facilidade em carregá-la nos últimos dias.

A realidade caiu sobre mim com uma ponta de remorso... ela carrega tanta dor e tristeza em seu coração..... Instintivamente, eu estiquei o braço e toquei seus cabelos.

Nosso filho entrou no quarto neste momento e disse "Pai, está na hora de você carregar a mamãe". Para ele, ver seu pai carregando sua mão todas as manhãs tornou-se parte da rotina da casa. Minha esposa abraçou nosso filho e o segurou em seus braços por alguns longos segundos. Eu tive que sair de perto, temendo mudar de idéia agora que estava tão perto do meu objetivo. Em seguida, eu a carreguei em meus braços, do quarto para a sala, da sala para a porta de entrada da casa. Sua mão repousava em meu pescoço. Eu a segurei firme contra o meu corpo. Lembrei-me do dia do nosso casamento.

Mas o seu corpo tão magro me deixou triste. No último dia, quando eu a segurei em meus braços, por algum motivo não conseguia mover minhas pernas. Nosso filho já tinha ido para a escola e eu me vi pronunciando estas palavras: "Eu não percebi o quanto perdemos a nossa intimidade com o tempo".

Eu não consegui dirigir para o trabalho.... fui até o meu novo futuro endereço, saí do carro apressadamente, com medo de mudar de idéia...Subi as escadas e bati na porta do quarto. A Jane abriu a porta e eu disse a ela "Desculpe, Jane. Eu não quero mais me divorciar".

Ela olhou para mim sem acreditar e tocou na minha testa "Você está com febre?" Eu tirei sua mão da minha testa e repeti "Desculpe, Jane. Eu não vou me divorciar. Meu casamento ficou chato porque nós não soubemos valorizar os pequenos detalhes da nossa vida e não por falta de amor. Agora eu percebi que desde o dia em que carreguei minha esposa no dia do nosso casamento para nossa casa, eu devo segurá-la até que a morte nos separe.

A Jane então percebeu que era sério. Me deu um tapa no rosto, bateu a porta na minha cara e pude ouví-la chorando compulsivamente. Eu voltei para o carro e fui trabalhar.

Na loja de flores, no caminho de volta para casa, eu comprei um buquê de rosas para minha esposa. A atendente me perguntou o que eu gostaria de escrever no cartão. Eu sorri e escrevi: "Eu te carregarei em meus braços todas as manhãs até que a morte nos separe".

Naquela noite, quando cheguei em casa, com um buquê de flores na mão e um grande sorriso no rosto, fui direto para o nosso quarto onde encontrei minha esposa deitada na cama - morta.

Minha esposa estava com câncer e vinha se tratando a vários meses, mas eu estava muito ocupado com a Jane para perceber que havia algo errado com ela. Ela sabia que morreria em breve e quis poupar nosso filho dos efeitos de um divórcio - e prolongou a nossa vida juntos proporcionando ao nosso filho a imagem de nós dois juntos toda manhã. Pelo menos aos olhos do meu filho, eu sou um marido carinhoso.

Os pequenos detalhes de nossa vida são o que realmente contam num relacionamento. Não é a mansão, o carro, as propriedades, o dinheiro no banco. Estes bens criam um ambiente propício a felicidade mas não proporcionam mais do que conforto. Portanto, encontre tempo para ser amigo de sua esposa, faça pequenas coisas um para o outro para mantê-los próximos e íntimos. Tenham um casamento real e feliz!


[autor desconhecido]

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Ausência de criatividade, semana do meu curso e um pouco de mim

Bem, como todo ano meu curso está vivendo a tal Semana da Geografia. E como sempre professores medíocres prometeram prender-nos nas mesas redondas igualmente medíocres por um recurso totalmente medíocre: a chamada. É amigos, voltamos à primeira série do ensino fundamental, onde o professor conhece a cara de cada aluninho e faz a chamadinha pras crianças indefesas não ficarem bagunçando no corredor. Beleuza. (Y)

Fui no primeiro dia na maior das más vontades e pra minha surpresa não teve chamadinha! Acredita que me animei pro segundo dia só por causa disso? Acho ridículo e patético esses mecanismos de coerção universitária, se eu não quero assistir a mesa redonda chata do professor hipócrita ou o assunto não me interessa por que uma simples lista tem que me prender naquele auditório? AFF ¬¬’

Hoje eu já acordei com vontade de não fazer nada – mas tenho que terminar um artigo pra amanhã /ou melhor, pra hoje, já que passamos da meia-noite, e um relatório, portanto não tive como manter-me no ócio o tempo todo, uma pena. Mas não fui pra faculdade.

Com isso, entre outras coisas [descobri mais canalhices do meu ex, ôh beleuza!], fiquei pensando em formas de atualizar o blog. Eu tenho pensado em alguns destinatários pras cartas que ainda restam, porém a preguiça é maior e eu nem sei mais como começar a escrevê-las. Também penso em contar uns causos da minha vida ou escrever sobre mim, em tópicos ou na forma de “confessionário”, como acontece em algumas comunidades do orkut. Aliás confesso que durante todo o dia de hoje eu pensei em várias coisas pra relatar aqui. Vários acontecimentos me faziam ter “flashs de luz” de prováveis postagens no blog.

Bem, vamos ver o que acontece nos próximos dias. Por enquanto posso dizer que ainda não estou totalmente em paz de algumas coisas, mas estou querendo muito caminhar pra serenidade. Certas injustiças universitárias ainda me revoltam e me inquietam, eu ainda me sinto sozinha aqui e ainda sinto saudade dele, mesmo sabendo que não há futuro nenhum nisso /aliás pra melhorar minha noite acabo de saber que ele já está em outra, provavelmente alguma loirinha/branquinha parecida com a Patrícia Pillar que estude com ele. Boa sorte aí, champz.

Depois de três anos de vida como atriz, de um passado de pseudo escritora falida, atualmente me fizeram descobrir que sei cantar, qualquer dia eu conto melhor aqui. Mas eu ainda duvido, não me vejo como musicista. E não sei o que quero ser quando crescer: tô num impasse porque não sei se quero outra graduação ou um mestrado. Só sei que não quero mais ficar aqui. Por enquanto acho que é isso. ;*


/bora pra mais uma semana sem atualizar isso aqui! :)

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Pequeno Diálogo

Quatro amigos caminham juntos por um lugar um tanto quanto inusitado, e eu diria até que nenhum pouco propício para paquera. Enquanto um casal conversa banalidades, o outro vem tendo um papo cabeça sobre relacionamentos. Após muito mimimi de xaveco barato, ele diz:

- Não sei como você me diz que é feia. Você tem um sexy appeal impressionante. Eu te pegaria agora se você deixasse.

- Se eu disser que até o exato momento dessa frase eu pensava que você era viado você vai se sentir muito ofendido?

[pausa].

- Não, mas eu não sou gay.

- Ahhhhhh [pausa]. Então você é bi, né?

- Não. Sou hétero. É tão difícil acreditar nisso?

Nesse momento, a amiga, como num salto, vira pra trás e fecha a cena na mais absoluta elegância:

- Se eu disser que também te achei super com jeito de viado responde sua pergunta? ^^

/um brinde à sinceridade inapropriada.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Day 10 — Someone you don’t talk to as much as you’d like to

Oi meu bem. Claro que você não poderia ficar sem a sua cartinha.

Muitas vezes eu sinto que a questão espaço-temporal não existe pra nós duas. Mesmo na distância, com pouquíssimo contato, e levando rumos de vida totalmente diferentes entre si, sinto que nossa amizade continua forte como nunca. Quando te vejo meus olhos se enchem de alegria, especialmente quando é o acaso que proporciona nossos contatos – como nessa última vez, eu chegando de Porto Alegre pra passar menos de 10 horas em Sampa, e eis que te vejo indo trabalhar. Foram poucos segundos, mas valem super a pena quando estou com você. Você estava linda no casamento da Su, transbordando felicidade por onde passava. Cresceu, casou, é mãe de um menino lindo, virou mulher. /e eu sou mais velha que você e continuo adolescente, incrível isso HUAHAUAHAUAHU

Às vezes me bate certa tristeza por não ter acompanhado sua gravidez, por não estar vendo seu filho crescer, por não saber da sua vida...

... mas depois me conformo, porque são circunstancias naturais da vida. “Um dia todos nós iremos nos separar”... lembra disso? Nos separamos fisicamente, mas continuamos unidas por um laço de amizade que eu espero que seja eterno.

Te amo. ;*